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Novas tendências da advocacia – o advogado do futuro

12 de agosto de 2010

Ontem foi o famoso dia 11 de agosto. Data histórica da criação dos cursos jurídicos no Brasil, o famoso dia do advogado e o da “pendura”. Aliás, eu nem sei mais se elas são feitas por aí.

Muita coisa mudou no cenário jurídico desde os primórdios da advocacia. E isso foi relatado em diversas matérias e muitos sites na internet, abordando o advogado, sua função, tendências, valores e forma de trabalho.

Realmente não basta apenas o advogado atuar superficialmente. Com o mercado competitivo e diante de muitos ótimos profissionais, para se diferenciar e chamar a atenção do cliente ele tem que “viver” um pouco sua rotina. Compreender a fundo sua área de atuação e acumular informações.

Alguns “headhunters” citam que não querem contratar advogado com cara e perfil de advogado. Eles precisam, na realidade, ser dinâmicos e cada vez menos prolixos do que aquele que somente atua no contencioso.

Tanto é que ele ganhou mais importância e muito mais “status” nas grandes empresas. Quando atuei como estagiário numa grande industria farmacêutica, a impressão que tinha é a de que o departamento jurídico era sinônimo de prejuízo. Agora, o advogado não é apenas aquele que impede diversos projetos, alertando os riscos. Ele agora é parceiro da empresa, deixou de ser um gasto passando dar lucro pois é cada vez mais exigido para fazer com que o novo projeto de seu cliente funcione e seja viável.

Sempre tive a idéia de trabalho em equipe e ele cada vez mais está em destaque. Um novo projeto envolverá diversas áreas e todos os atuantes terão a mesma obrigação de uma orquestra sinfônica.

É perfeitamente válida e interessante a realização de reuniões rápidas semanais ou quinzenais entre advogados de diferentes áreas de um escritório. Desta forma, eles poderão ficar “antenados” com o que ocorre e quais são os projetos novos em andamento no escritório. Devem cada vez mais compartilhar informações entre todos, mesmo que não esteja atuando diretamente num determinado caso. Se atualizar cada vez mais.

Isso porque ele deve desenvolver mais habilidades. Se atualizar cada vez mais e principalmente, melhorar sua comunicação. Cada vez mais sai de cena aquela figura do martelo, beca, júri e processo. Sair do Judiciário e atuar em setores até então pouco explorados.

O fato é que a profissão da advocacia permite ao profissional tirar proveito de qualquer momento da economia e de qualquer setor. E ele realmente está mais presente em qualquer ramo.

Ao contrário de quando nos formamos e saímos da faculdade, aprendemos cada vez mais a resolver conflitos sem acessar o Judiciário. E isso foi bem citado numa mataria, que inclusive, complementou alertando que as faculdades de Direito precisam incluir noções de conciliação.

Alias, falando em faculdade, realmente é de se pensar e rever a Lei de Estágio que limita a seis horas o período de trabalho. Em um grande centro urbano, dependendo da localidade, “uma ida até o Fórum leva praticamente isso”.

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One Comment
  1. Dr. Walter,
    Lindo Artigo!!! Espetacular!!! Acho que você está coberto de razão e ainda acrescento que a rapidez na resposta e a linguagem jornalística (sem termos jurídicos) são diferenciais esperados por qualquer coorporação.

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